Olá! Sou a Dra. Mariana Lemos Osiro e hoje quero conversar com você sobre um tema muito interessante, sobretudo para aquelas mulheres que estão tentando engravidar ou pensando num planejamento familiar para o futuro: entender como estão seus hormônios e como eles impactam a saúde reprodutiva.
Nosso corpo funciona como um sistema altamente regulado e os hormônios têm um papel determinante nesse equilíbrio, especialmente quando falamos de fertilidade, ciclo menstrual e gestação.
Pequenos desequilíbrios podem trazer sintomas que afetam não só o bem-estar, mas também a capacidade que uma mulher tem ou não de engravidar..
Vamos entender melhor como tudo isso acontece?
Quais são os principais hormônios envolvidos na saúde reprodutiva feminina?
Vamos conhecer alguns dos protagonistas dessa história:
- Estrogênio:
Produzido principalmente pelos ovários, o estrogênio é essencial para o desenvolvimento sexual, regula o ciclo menstrual e protege a saúde óssea e cardiovascular.
- Progesterona:
A progesterona atua junto com o estrogênio, preparando o útero para uma possível gravidez e regulando a ovulação.
- FSH (Hormônio Folículo-Estimulante):
O FSH é o responsável por estimular o crescimento dos folículos nos ovários, fundamentais para a ovulação.
- LH (Hormônio Luteinizante):
Responsável pelo gatilho da ovulação, o LH também é encarregado pela produção de progesterona.
- Testosterona:
Em pequenas quantidades, a testosterona na mulher contribui para a libido e a saúde muscular.
- Prolactina:
A prolactina controla a produção de leite e, quando em excesso, pode interferir na ovulação.
- Hormônios da tireoide:
Mesmo sendo um hormônio relacionado ao metabolismo, seu equilíbrio é essencial para a fertilidade.
- Cortisol:
Conhecido como “hormônio do estresse”, o cortisol pode impactar negativamente a ovulação e o equilíbrio hormonal quando está em excesso.
- Insulina:
Essencial para o metabolismo, a insulina desregulada pode influenciar condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), afetando a ovulação.
O que pode desencadear um distúrbio hormonal?
Diversos fatores podem levar a desequilíbrios hormonais que afetam a fertilidade e a saúde reprodutiva. Entre os mais comuns estão:
- Estresse excessivo: A produção elevada de cortisol pode interferir no equilíbrio de outros hormônios, impactando a ovulação e a regularidade menstrual.
- Má alimentação: Dietas pobres em nutrientes ou ricas em ultraprocessados podem desregular a produção hormonal.
- Distúrbios metabólicos: Condições como resistência à insulina e SOP podem afetar diretamente os níveis hormonais.
- Falta de sono: O descanso inadequado prejudica a regulação de hormônios essenciais para a fertilidade, como melatonina e cortisol.
- Excesso ou falta de exercício: O sedentarismo pode prejudicar a produção hormonal, enquanto o excesso de atividades intensas pode levar à amenorreia (ausência de menstruação).
- Exposição a toxinas ambientais: Substâncias químicas presentes em plásticos, cosméticos e pesticidas podem interferir na função hormonal.
Sintomas de disfunção hormonal
O corpo costuma dar sinais quando algo não está funcionando bem e os sintomas mais comuns que indicam um desequilíbrio hormonal incluem:
- Irregularidade menstrual: Ciclos muito longos, muito curtos ou ausência de menstruação.
- Dificuldade para engravidar: Dificuldades na ovulação podem ser um dos primeiros sinais de desequilíbrio hormonal.
- Queda na libido: Baixos níveis de testosterona e estrogênio podem impactar o desejo sexual.
- Alterações no peso: Ganho ou perda de peso inexplicável pode estar relacionado a distúrbios hormonais.
- Cansaço extremo: Desequilíbrios nos hormônios da tireoide e no cortisol podem causar fadiga crônica.
- Acne persistente: Níveis elevados de andrógenos podem estimular a produção excessiva de oleosidade na pele.
- Alterações de humor e ansiedade: Oscilações hormonais podem influenciar diretamente a estabilidade emocional.
- Queda de cabelo: Desequilíbrios nos hormônios tireoidianos, estrogênio ou testosterona podem enfraquecer os fios.
- Sensibilidade nas mamas: Pode estar relacionada a níveis elevados de estrogênio e prolactina.
Se você perceber algum desses sintomas com frequência, é essencial buscar orientação de uma ginecologista endócrina para investigar a causa e encontrar um tratamento adequado para cuidar da saúde reprodutiva.
Hormônios e o ciclo menstrual
Nosso ciclo menstrual é uma verdadeira orquestra hormonal! Ele se divide em três fases:
- Fase folicular: O FSH estimula o crescimento dos folículos ovarianos, aumentando a produção de estrogênio.
- Ovulação: O pico do LH faz com que o óvulo seja liberado.
- Fase lútea: A progesterona prepara o útero para uma possível gravidez. Se não houver fecundação, os níveis hormonais caem e o ciclo recomeça.
Pequenos desequilíbrios hormonais podem resultar em ciclos irregulares, fluxo intenso ou ausente, o que vai impactar de forma negativa a saúde reprodutiva da mulher.
Influência hormonal na fertilidade
Se você é tentante ou quer preparar o corpo para uma futura gestação, é fundamental manter esses hormônios em equilíbrio. Tanto a ovulação quanto a implantação do óvulo dependem desse bom funcionamento.
Condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), endometriose, disfunções na tireoide e hiperprolactinemia podem afetar a fertilidade.
Mas, claro, com o acompanhamento de uma ginecologista endócrina, o tratamento ideal pode ser realizado com sucesso.
O que acontece com os hormônios durante a gestação?
Durante a gravidez, nosso corpo passa por uma verdadeira revolução hormonal! O estrogênio e a progesterona aumentam para manter o ambiente uterino adequado ao bebê. Além disso, o hormônio hCG (gonadotrofina coriônica humana) entra em ação para sustentar a gestação nos primeiros meses.
Outros hormônios também desempenham papéis importantes:
- Relaxina: Atua no relaxamento dos ligamentos e prepara o corpo para o parto.
- Ocitocina: Conhecida como hormônio do amor, é fundamental para o trabalho de parto e para a amamentação.
- Prolactina: Responsável pela produção de leite materno.
Essas mudanças hormonais também influenciam nossas emoções, podendo causar oscilações de humor, sensibilidade emocional e até sintomas como o famoso enjoo e fadiga.
Quando procurar um especialista?
Se você notou algum dos sintomas que citamos aqui, não ignore os sinais do seu corpo! Um desequilíbrio hormonal pode afetar diferentes aspectos da sua vida, desde a energia diária até a saúde mental.
O acompanhamento com uma ginecologista endócrina é essencial para um diagnóstico preciso e um plano de cuidados adequado à sua saúde reprodutiva. Existem exames que ajudam a identificar alterações hormonais e, a partir disso, podemos indicar a melhor abordagem para cada caso.
Se precisar de ajuda para entender melhor seu equilíbrio hormonal, estou à disposição para te guiar nesse caminho. Agende sua consulta aqui e vamos juntas cuidar da sua saúde! 💙Além da ginecologia endócrina, posso te acompanhar durante todo o pré-natal e te apresentar o parto humanizado, um conceito que prioriza as escolhas da mãe.